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Brasília, 27 de Julho de 2022.

Saúde e Cripto para você \o/! Paulo Jerônimo "falando" por aqui!

Um exemplo sobre confiança: você confia na empresa para a qual trabalha. O cliente da sua empresa confia nela pois, caso contrário, não a contrataria. É assim que sempre funcionou e que sempre funcionará. Confiança é a base para que você seja contratado e também para que o cliente da sua empresa a contrate.

Sobre desafios que comprovam suas habilidades (skills): se uma empresa te contratou para trabalhar, em desafios que resolvem problemas de seus clientes, então, pelo menos para entrar nessa empresa, você talvez tenha executado algum desafio que validou seus skills, correto? Isso é chato, desgastante e te sobrecarrega. Mas, talvez seja necessário (caso você não consiga, facilmente, comprovar suas habilidades).

Um problema surge quando você está contratado por uma empresa que você imaginava ser diferente mas que, no fim das contas, parece atuar apenas como um intermediador. Nesse caso, ele desempenha o papel de alocar você em projetos dentro de seus clientes. Só que, para isso, você é convidado por um desses clientes a passar por mais um "desafio" (elaborado por ele).

Seu momento de vida é o de uma pessoa que, por vários anos (e muitos clientes), já provou ser capaz de superar desafios, tanto em projetos pessoais quanto empresariais. Você já participou de vários projetos que validaram seus skills, tanto em outras empresas para as quais já trabalhou quanto na atual. Isso está em seu currículo. Dessa forma, a sua expectativa ao trabalhar para um intermediador, que já te reconheceu como diferenciado no mercado, seria, no mínimo, que a sua inserção em novos projetos fosse algo lhe gerasse pouco estresse.

Você não espera ter que provar o seu conhecimento em algo que você já trabalha, diariamente, em um desafio elaborado por um cliente do seu intermediador. E pior: apenas para que esse cliente o julge de forma errada, rasa, superficial, sem lhe dar um retorno adequado e, por fim, causando-lhe uma sensação de que você não tem competência em algo. Você não tem dúvidas sobre a sua capacidade própria em superar desafios. Mas, simplesmente, você não está afim de fazê-lo, quando não há necessidade, pois isso lhe gera um estresse desnecessário. Dessa forma, o mínimo que o seu intermediador deveria fazer, nesse caso, seria blindá-lo contra esse tipo de situação. Do contrário, você não precisa dele.

Na Web3, intermediadores que não agregam valor não sobreviverão. Problemas como o descrito nesse artigo são muito comuns. No mundo tradicional, com um número infinito de sistemas centralizados e intermediadores que somam pouco valor, veremos que estes serão substituídos por Contratos Inteligentes (Smart Contracts) que, pelo menos, são transparentes (vemos o seu código) e incorruptíveis (imutáveis).

Smart Contracts criados e executados em uma Blockchain. A Web3 é composta por Blockchains, Smart Contracts, Tokens fungíveis e não fungíveis (NFTs), organizações autônomas descentralizadas (DAOs) e, agora, também, pelo conceito que vem se formando com o nome de Metaverso.

Se você ainda não conhece a Web3, você pode imaginar que a solução para o problema apresentado nesse artigo é oferecida pelos certificados que você possui e pelos sistemas de validação de skills que você conhece. Dessa forma, com uma visão limitada, você ainda acredita que isso, por si só, já diminui a sua necessidade de um intermediador. Sim e não!

Sem conhecer a Web3, a sua visão é como a de alguém que ainda não sabe nada sobre a Matrix e muito menos sobre duas pílulas (uma azul e uma vermelha)!

Na Web2 (os sistemas tradicionais que você conhece e usa diariamente) seus dados estão amarrados a intermediadores. Você não é dono de seus dados! E não se engane: não existe nada gratuito! Se você não está pagando por um serviço em um sistema centralizado (como YouTube, Instagram, Gmail, etc) é porque as informações que você passa a esses sistemas estão lhe sendo muito úteis (financeiramente).

Sistemas centralizados são criados por intermediadores e te mantém refém. Suas informações são utilizadas por eles e são, facilmente, corrompíveis e deletáveis.

A Web3 é uma completa disrupção. Entenda isso!

Smart Contracts, executando em aplicações descentralizadas (DApps), dimuirão, bastante, o [estresse] que você poderia ter em um [problema] como o apresentado nesse artigo. Certificados, digitais e assinados por uma entidade confiável no mundo centralizado, na Web3 dão lugar a NFTs. Certificados (NFTs na Web3), são emitidos não mais por uma entidade confiável mas, sim, por uma Blockchain que é uma rede descentralizada, imparável e autônoma, de participantes conectecados via consenso, com a rede do Bitcoin.

O futuro dos intermediadores que não agregam valor está claro: deixarão de existir.

Participe do Blockchain Rio, o maior evento sobre Blockchain da América Latina. Eu estarei presente nele!

Contribuições (para correções neste post):